Donkey Kong, de vilão a heroi e vilão novamente

São 30 anos de história de Donkey Kong, o rei da macacada. O gorila engravatado oficial da Nintendo começou sua carreira como um mero vilão debochado ao estilo King Kong de raptar donzelas. A ideia desse arcade lançado nos longínquos anos de 1981 veio de um designer iniciante de jogos, um tal de Shigeru Miyamoto – que alguns anos mais tarde seria conhecido como o criador de Mario e da saga-épica-cheia-de-fãs The Legend of Zelda.

Donkey Kong (o arcade) inovou como jogo de plataforma, apresentando uma jogabilidade na qual o jogador precisava desviar dos obstáculos pulando para alcançar o topo da construção e resgatar sua amada. No arcade, DK é o vilão que arremessa barris na direção do sugestivo Jumpman (a prévia do carismático e bigodudo encanador), que pula, usa martelos mágicos e coleta itens para salvar a namorada Pauline e derrubar o vilão de cabeça no chão.

Mas então, em 1994, o gorilão havia sido promovido a heroi salvador da pátria símia. Vamos deixar claro que não existe melhor exemplo de alpinismo e superação social. A tal estreia em Donkey Kong Country para Super Nintendo contava com a companhia de Diddy Kong, o sobrinho chimpanzé mais baixo e mais ágil. Além disso, apresentava Cranky Kong, o velho símio rabugento, que seria ninguém mais e ninguém menos que o verdadeiro DK do arcade de 13 anos atrás – mas isso fica em off. O importante é que com gráficos vibrantes e coloridos, Donkey Kong Country enchia os olhos dos jogadores e davam uma nova imagem e 8 bits a mais ao personagem, que manteve o seu perfil de atirar barris, só que dessa vez sob a premissa de chegar até o final da fase para resgatar a reserva de bananas roubadas pelo crocodilo malvadão King K. Roll, o bad boy da vez. Tudo muito justo, já que roubar não pode e crocodilos não comem bananas.

O período intacto de bom moço de DK teve seu último exemplar em 1999 no Nintendo 64, com Donkey Kong 64 e a presença em massa da família Kong (Donkey, Diddy e os novatos Chunky, Lanky e Tiny). Semelhantemente a Mario 64 e Banjo Kazooie, a família pôde percorrer um vasto cenário estilo 3D em busca das bananas douradas que haviam sido novamente roubadas pelo incansável King K. Roll. Uma jornada longa e cansativa, repetida cinco vezes com cada membro do clã, para derrotar King K. Rool e seu exército de Kremlings e outras criaturas do mal. E com direito a jogar o arcade original como quest.

Mas foi a partir de 2004 que o reinado correto de DK entrou em colapso. Uma série de jogos para GameBoy e Nintendo DS macularam a peregrinação ao bem do primata maioral. Mario vs. Donkey KongMario vs. Donkey Kong 2: March of the Minis e Mario vs. Donkey Kong: Minis March Again! apresentavam o velho DK (e dessa vez ele mesmo) perturbando a paz e mostrando que não superou o passado ao sequestrar Pauline de novo. Coube ao Mario salvar o dia e dar uma lição de vez no rival.

Como o céu é para todos, DK teve uma nova chance recentemente no Wii: Donkey Kong Country Returns, de 2010. Nessa aventura, as apetitosas bananas são novamente roubadas, mas dessa vez – e só dessa vez – pela tribo Tiki Tak. Então, Donkey se junta a Diddy para resgatar as bananas, passar por minas ou rockets infernais e inúmeras armadilhas em templos dourados, num bem-aventurado revival do estilo da série DK pra Super Nintendo.

E era de se esperar que a surpresa viria por último. Em Mario vs. Donkey Kong: Mini-Land Mayhem!, para DS, Donkey tem uma recaída e volta a aprontar com Mario. Deixando definitivamente a Princesa Peach para o Bowser, DK não desistiu de ter Pauline em seus braços e investe novamente contra a pobre moça. Tal qual os capítulos anteriores do duelo dos dois personagens de Miyamoto, o jogador precisa usar um raciocínio rápido para solucionar os puzzles e continuar a jornada até a namorada em exílio. O que implica em não sobrar banana sobre banana para DK.

Enfim, os hábitos antigos de DK acabaram prevalecendo. Resta saber se num próximo jogo o gorila irá se aventurar ao lado dos herois ou dos vilões. Mas, independentemente da oscilação entre as duas identidades, os jogos da série DK garantem diversão da pesada!

Cronologia dos jogos protagonizados pelo gorilão:
Donkey Kong (Arcade) – 1981
Donkey Kong 3 (Arcade) – 1983
Donkey Kong Country (SNES) – 1994
Donkey Kong Land (GameBoy) – 1995
Donkey Kong 64 (Nintendo 64) – 1999
Mario vs. Donkey Kong (GBA) – 2004
Mario vs. Donkey Kong 2: March of the Minis (DS) – 2007
Mario vs. Donkey Kong: Minis March Again! (DS) – 2009
Donkey Kong Country Returns (Wii) – 2010
Mario vs. Donkey Kong: Mini-Land Mayhem! (DS) – 2011

Artigo originalmente postado como colaboração no portal da Gamerset. Aqui.

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